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terça, 03 setembro 2019 00:00

UNESCO aprova candidatura da Serra da Estrela a “Geopark Mundial”  Destaque

A região da Serra da Estrela viu ontem aprovada pelo Conselho de Geoparks Mundiais da UNESCO a sua candidatura a Geopark Mundial e fica agora apenas a aguardar o parecer do Conselho Executivo da agência das Nações Unidas. Segundo Joaquim Brigas, presidente da Associação Geopark Estrela, a aprovação da candidatura “é o reconhecimento do potencial do território e do seu património natural e cultural”.

A candidatura da Estrela a Geopark Mundial foi aprovada pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura – UNESCO na 4ª. Sessão do Conselho de Geoparks Mundiais, que se reuniu desde sábado até hoje em Gili, na Indonésia. A candidatura começou a ser preparada em 2014 e foi formulada em 2017 com a entrega do Dossier de Candidatura à UNESCO por parte da Associação Geopark Estrela (AGE), com sede nas instalações do Instituto Politécnico da Guarda – IPG.

“A aprovação da candidatura por parte da UNESCO é o reconhecimento do potencial geológico do território e do seu património natural e cultural e, nessa medida, um primeiro passo para o desenvolvimento sustentável de toda a região da Estrela”, afirma Joaquim Brigas, presidente da Associação Geopark Estrela e que preside também ao IPG. “Um efeito natural deste primeiro passo será o aumento do potencial turístico, económico e social dos municípios que fazem parte do território. E, por conseguinte, o aumento da qualidade de vida das populações”. 

A Associação Geopark Estrela é composta por nove municípios dos distritos da Guarda, Castelo Branco e Coimbra – Belmonte, Celorico da Beira, Covilhã, Fornos de Algodres, Gouveia, Guarda, Manteigas, Oliveira do Hospital e Seia – e, também, pelo Instituto Politécnico da Guarda e pela Universidade da Beira Interior (UBI). A presidência da Associação Geopark Estrela é assegurada pelo presidente do IPG, Joaquim Brigas, e a vice-presidência por, José Páscoa Marques, vice-reitor da UBI.

“As duas instituições de ensino superior da região pretendem apostar na investigação científica para garantir o melhor conhecimento possível das características do território e as suas potencialidades geológicas e paisagísticas”, afirma Joaquim Brigas. A formação de quadros especializados na preservação ecológica, proteção ambiental e na gestão do turismo são algumas das prioridades do IPG e da UBI. “Pretendemos dar resposta às necessidades que precisam de ser colmatadas para conseguirmos manter a área da Serra Estrela protegida e fazermos um bom uso dos recursos disponíveis”.

O papel dos municípios da região também é destacado pelo presidente da Associação Geopark Estrela. “O envolvimento de todos os municípios neste projeto, mais do que um pilar importante para o processo de candidatura progredir, foi primordial para o sucesso obtido”, afirma Joaquim Brigas. “E deve ser também destacado o trabalho da equipa executiva, sedeada no Instituto Politécnico da Guarda, sem o qual este resultado não teria sido possível”.

A partir de agora, “só com um foco semelhante na divulgação do território, do seu património natural e dos seus produtos endógenos será possível continuar a contribuir para o desenvolvimento da Serra da Estrela”, afirma o presidente da AGE. “A promoção, valorização e defesa do território, do seu património geológico e cultural, o desenvolvimento de atividades económicas locais e a organização de ações de sensibilização e de cooperação com outras entidades são fulcrais”, afirma.

Após a aprovação do Conselho de Geoparks Mundiais, a Serra da Estrela fica a aguardar o parecer do Conselho Executivo da UNESCO para ingressar de forma definitiva na lista de Geoparks Mundiais deste organismo das Nações Unidas. 

 

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