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terça, 02 fevereiro 2021 00:00

EDUARDO AMBRÓSIO QUER SER O CANDIDATO DO PS A PRESIDENTE DA CÂMARA Destaque

“Eu sinto que tenho qualidades e condições para corporizar o início deste novo ciclo e penso mesmo que é um dever de cidadania colocar ao serviço do concelho a minha experiência e conhecimentos”.

Eduardo Ambrósio nasceu em Seia, em 1956, é casado e tem dois filhos. Depois de uma curta passagem pelo ensino, licenciou-se em Engenharia Eletrotécnica pela Universidade de Coimbra e tem várias formações nas áreas da gestão e liderança. Desenvolveu a sua atividade profissional na área da Engenharia e Gestão, assim como em formação e mentoria. Foi delegado residente da Siemens em Angola, onde também desenvolveu  atividade empresarial própria e colaborou  na criação  de associações empresariais. Como gestor, chefiou equipas responsáveis pela execução de inúmeros projetos em Portugal, Espanha, França, Angola, Moçambique, Argélia e Iraque. Foi, durante 3 anos, diretor do CACE (Centro de Apoio à Criação de Empresas) da Beira Interior. Além das responsabilidades profissionais, fez parte dos corpos dirigentes da Associação Académica de Coimbra, atleta e dirigente do União Desportiva de Seia, sendo seu representante na Associação de Desportos de Coimbra assim como membro ativo e dirigente do GOTA - Grupo Organizativo de Teatro Amador. É ainda membro ou associado de várias associações, de âmbito profissional, desportivo, cultural e humanitário Produziu e apresentou durante vários anos um programa de música clássica na Rádio Beira Alta e colabora regularmente com imprensa local através de vários artigos de opinião. Foi deputado municipal na Assembleia Municipal de Seia. 

JSM: O que é que o levou a entrar na corrida às diretas do PS para ser candidato a Presidente da Câmara de Seia?

Eduardo Ambrósio (EA): Antes de mais, quero agradecer ao Jornal de Santa Marinha o convite para esta entrevista e também manifestar o meu reconhecimento pelo trabalho, persistência e resistência da equipa responsável pelo jornal, com atividade há quase 30 anos, enquanto meio de comunicação e elo de ligação entre as gentes da nossa região. Ainda antes de responder à sua pergunta, convém referir que, à data de hoje, o PS ainda não aprovou a realização de diretas mas, ao que tudo indica, por contactos que tenho mantido com militantes, alguns de que o JSM tem feito eco, há uma quase unanimidade favorável à sua realização. Respondendo, agora, à sua pergunta.

Conforme tive oportunidade de informar o presidente da concelhia e na mensagem que enviei aos militantes, ocorre o fim de um ciclo e o início de um outro, dado que o atual presidente da câmara não se pode recandidatar. Eu sinto que tenho qualidades e condições para corporizar o início deste novo ciclo e penso mesmo que é um dever de cidadania colocar ao serviço do concelho a minha experiência e conhecimentos. 

JSM: Sente-se preparado para um eventual combate com o ex-Presidente Eduardo Brito?

EA: Não encaro as coisas dessa forma. Sinto-me, sim, preparado, para liderar uma equipa disposta a servir todo o concelho de Seia. Mas entendo a sua pergunta e deixe-me dizer-lhe que em toda a minha vida profissional, privada e pública, nunca aceitei exercer um cargo para o qual, depois de uma análise cuidada, não sentisse ter as aptidões necessárias e estar preparado para os exercer com competência. Foi com base nesta maneira de pensar que recusei o convite para exercer um cargo de gestão e administração numa Instituição Pública em Seia, por não me sentir apto e preparado para o cargo. É esta a minha maneira de estar na vida. Quando, há cerca de um ano, o Eduardo Brito se candidatou  à concelhia do PS, este gesto foi largamente interpretado como a preparação para a candidatura à câmara municipal de Seia. Quando eu tomo a iniciativa de anunciar a minha candidatura antes de qualquer outro militante, estou a dizer que estou preparado, para utilizar a sua expressão, mas, mais do que isso, motivado para o combate, e utilizando também a sua expressão, com qualquer militante, o que só enriquece o partido e os interesses do concelho.

Finalmente, sejam quais forem os outros candidatos, espero que todo o processo decorra de forma transparente e seja dado igual tratamento a todos os candidatos, e que os militantes possam votar em consciência.

 

JSM: O que é que o separa de Eduardo Brito?

 

EA: Neste momento não sabemos se o Eduardo Brito vai ser candidato, mas respondo à sua pergunta considerando esse cenário hipotético. Do ponto de vista de experiência profissional, no que respeita à gestão e liderança, porque é disso que também se trata, há uma diferença tão grande, do conhecimento público, comprovado por todo o meu percurso profissional, que penso não justificar qualquer referência. Do ponto de vista pessoal, penso ter uma visão mais humanista da política, da cidadania e do compromisso com os outros. Mas estou certo de uma coisa. Entre mim e o Eduardo Brito, há uma distinção enorme na interpretação e prática de valores como a transparência, a lealdade e a confiança. E, no exercício das funções de presidente da câmara, a interpretação desses valores faz toda a diferença  no relacionamento com os munícipes, na justiça das decisões tomadas e na motivação e desempenho das pessoas com quem trabalhamos e que em nós confiam.

JSM: Com que apoios é que conta nesta corrida, para convencer os militantes a votarem em si?

EA: Mesmo antes de pensar em me candidatar recebi várias manifestações de incentivo, tanto de militantes ou simpatizantes do PS como também de outras áreas políticas, a quem aproveito para agradecer, mas não andei a auscultar ou a contabilizar apoios antes da minha tomada de decisão. Neste momento tenho o apoio de alguns amigos próximos e, para convencer os militantes, tenho a minha vontade de servir o concelho e conto com as minhas ideias para, liderando uma equipa executiva motivada, envolvendo todos os colaboradores da câmara municipal de Seia e cooperando com órgãos locais de todas as freguesias, implementar  as medidas que acharmos adequadas para o desenvolvimento do concelho e para a qualidade de vida e bem estar de todos os munícipes. 

Se conseguirmos atingir esse objetivo, a nossa missão foi cumprida com sucesso.

JSM: Qual a avaliação que faz ao mandato do atual Presidente Filipe Camelo?

EA: Tornou-se um hábito as pessoas criticarem as atitudes e as decisões dos outros, apenas por criticar, sem informação devidamente fundamentada. Não gosto desse tipo de avaliações. Decerto que haverá opções e  decisões com as quais eu concordo e outras que teriam um sentido diferente, o que é natural. Mas é sempre assim, a menos que ocorram opções por incompetência, desrespeito à lei ou outras igualmente graves, que não é o caso. Mas há uma coisa que ninguém tira o mérito ao Carlos Filipe, a quem deverá ser feita essa homenagem, que é a redução sustentada da dívida astronómica que tinha a câmara municipal. Os resultados atingidos só podem ter sido conseguidos através de uma estratégia de negociação muito inteligente e competente com os credores e entidades bancárias e com uma posterior gestão rigorosa e criteriosa das finanças da autarquia. Como munícipe, quero aqui deixar o meu reconhecimento.

JSM: Que projeto tem para o concelho?  

EA: Em todos os projetos em que estive envolvido, tanto nacionais como internacionais, e alguns em contextos bastante difíceis, consolidei uma ideia que já tinha; o maior desafio, para o sucesso de um projeto, são as pessoas. Saber ouvir, motivar, envolver e potenciar as pessoas é o caminho para atingir a qualidade de vida e bem estar, que é um direito de todos. E as pessoas são de todas as idades, estão em todos os lugares e merecem o mesmo respeito, independentemente da sua idade, formação, freguesia onde residem ou das suas convicções. Para atingir este objetivo, penso que temos muito a fazer nas áreas da coesão territorial, do empreendedorismo e do emprego, da fixação dos jovens, uma matéria que muito me preocupa e para a qual tenho ideias muito concretas, da educação e cultura e incluindo a formação e aquisição de competências, e, sem menosprezar outras, a área da saúde e assistência social, reunindo forças e concentrando energias para garantir acesso à saúde a todos face à terrível pandemia que atravessamos. É meu objetivo que todos estejamos  bem preparados, técnica e emocionalmente,  e ter as melhores condições de recuperação perante os mais variados problemas, sociais e económicos, que irão permanecer muito para além do COVID 19, aproveitando todas as oportunidades de posicionar adequadamente Seia para uma recuperação que julgo irá ser árdua e morosa.

 

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