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Breves

quinta, 19 outubro 2017 00:00

Governo e Câmara Municipal lançam Apoios de Emergência para as vítimas dos incêndios

Pessoas e bens, equipamentos municipais (infraestruturas), agricultura e setor empresarial são os quatro grandes setores enquadrados no quadro de apoio delineado para as zonas onde os danos pessoais foram muito significativos.

O Ministro, Eduardo Cabrita, garantiu ontem em Seia que o Governo vai conceder apoio extraordinário às vítimas dos incêndios que fustigaram o concelho de Seia nos dias 15, 16 e 17 de outubro.

As declarações decorreram no âmbito de uma reunião de trabalho com o executivo, Juntas de Freguesia, Presidente da Assembleia Municipal e as forças de segurança e de intervenção locais, nomeadamente a GNR, Bombeiros Voluntários e Proteção Civil.

Fazendo-se acompanhar por João Paulo Catarino, coordenador da Unidade de Missão Para a Valorização do Interior e do Vice-Presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC), Veiga Simão, Eduardo Cabrita declarou que o Governo está solidário com a tragédia que fustigou o interior e que irá “colocar os meios ao serviço da região”.

 “O compromisso político”, como referiu Eduardo Cabrita, “é replicar o modelo seguido para Pedrogão”, transcrito numa “congregação de esforços” para uma avaliação muito “exaustiva, rigorosa e célere” das necessidades e locais de intervenção. O relatório, que se prevê que esteja concluído dentro de três semanas permitirá, posteriormente, aos lesados recorrem ao quadro de apoios criado neste âmbito. 

De entre as medidas passiveis de enquadramento destacam-se a recuperação de habitações afetadas pelos incêndios, com prioridade para as habitações de residência permanente, bem como a recuperação de equipamentos municipais, concretizadas no restabelecimento do serviço público de água, intervenções em caminhos municipais e reposição de sinalética. 

A agricultura é outra das áreas abrangidas, nomeadamente em casos de perda de animais ou quando se coloca em causa a sua alimentação, e outros produtos de subsistência, numa intervenção que será articulada com o ministério da agricultura.

O setor empresarial também foi contemplado neste pacote de medidas, no caso em que os danos “ponham em causa o funcionamento das empresas”, e subsequentemente “o salário para trabalhadores em que a atividade está suspensa”, sublinhou o governante.

Entretanto, sobre esta matéria, a autarquia adiantou que procedeu ao realojamento das famílias desalojadas, que se encontram em casa de familiares e em instituições do Concelho, assegurando-lhes, igualmente, bens de primeira necessidade.

Outra das questões que se colocam no imediato prende-se com a alimentação dos animais, tendo a autarquia já procedido à aquisição de feno e ração, que a muito curto prazo, fará chegar aos respetivos destinatários.

Filipe Camelo assegura que "a Câmara Municipal não deixará ninguém entregue à sua sorte, mesmo que isso implique ir além das competências que nos estão fixadas por lei".

Para além do levantamento dos prejuízos, que já está a ser feito por várias equipas multidisciplinares, o autarca destacou "a capacidade e a coragem das populações, que evitou consequências ainda mais gravosas, a mesma capacidade e coragem que permitirá ao concelho de Seia renascer das cinzas". 

Para além do município assumir o previsível acréscimo dos consumos de água da rede pública, a Câmara Municipal está a ultimar um conjunto de medidas de apoio para fazer face a esta catástrofe, criando meios para que essa reconstrução aconteça, através da agilização de procedimentos e isenções, em termos urbanísticos, e outros mecanismos, destinados a particulares e empresas. 

Após a reunião, a comitiva dirigiu-se a dois locais fortemente afetados pelos incêndios, um investimento agropecuário de 460 mil euros, completamente destruído em Vila Verde, e diversas habitações fustigadas pelas chamas no centro da localidade de Tourais.

 

 

 

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