wrapper

Breves

Voz da Solidariedade...

Um programa da Fundação Aurora Borges, de Santa Marinha, Seia, emitido semanalmente através da Antena Livre, 89.6 aos Sábados, das 13 às 14 e reposição aos Domingos das 10 às 11. Ouça aqui os programas...

Atendendo ao que se tem visto temos que estar à alerta pois a "emboscada" está em curso

 

A primeira semana de campanha eleitoral não deixa dúvidas. Os mesmos que se juntaram em 2011 para forçar a ajuda externa e retirar o PS do governo, na base de uma cartilha embusteira previamente preparada, estão agora a conseguir condicionar totalmente a campanha eleitoral. 

O objetivo final é claro: a vitória da direita, de Passos e Portas é o que melhor lhes serve.

Todos percebemos ao longo destes 4 anos porquê. Nada tem que ver com o povo, com a saúde, com a educação ou com outra qualquer importante área de desenvolvimento, modernização ou proteção do País. Só tem que ver com eles, eles e os seus interesses.

O PS e António Costa estão a lutar pelo País mas têm contra eles quase tudo, principalmente, esta emboscada previamente preparada à medida da de 2011.O que se constata é que na campanha eleitoral em curso, os programas, estratégias, medidas e soluções da alternativa ao governo estão todas a ser remetidas para fora do espaço mediático da campanha, bem como, e aqui um dos principais objetivos da dita emboscada, a responsabilização de Passos e Portas em relação aos 4 anos de governação tem vindo a ser erradicada da ordem do dia. Coisa esta que lhes veio mesmo a calhar! Ou seja, o que estão a fazer é simples mas muito preocupante: no "prime time" lançam pseudo "sondagens", que em nada o são mas que servem perfeitamente para tentar baralhar tudo.

Por um lado, oferece-se à direita a possibilidade de ir ao terreno (atendendo à sua falta de popularidade, pois se não aparecessem à frente nesses estudos, nem as suas estruturas locais os lá quereriam) e por outro, tenta-se desanimar a máquina socialista e influenciar o eleitorado indeciso. Sejamos claros: publicações de estudos diários para proteger quem diariamente nos devia prestar contas.

Ora bem e nesta matéria de indecisos há muito para dizer, sendo que quem publica os ditos estudos não perde mais de dez segundos a referir tal questão. É que de indecisos, em média, aparecem, nada mais nada menos que, 20 a 34% dos inquiridos ou seja, bastam estes para descredibilizar esses tais estudos que têm sido o produto mágico, arquitetado para que na campanha eleitoral o governo tenha a oportunidade de ocultar as suas responsabilidades, de justificar todos os seus falhanços e o PS com uma dificuldade acrescida de fazer passar o seu programa e as suas políticas alternativas ao desastre que vivemos atualmente.

Mais um exemplo: O PS inovou e ainda bem que o fez. O PS foi o único partido que nestas eleições apresentou um programa com as contas feitas. Tal facto já sucedeu, com outros partidos, em eleições nos países considerados mais desenvolvidos. Mas este facto faz toda a diferença a vários níveis, nomeadamente, na questão de em futuras eleições os partidos serem obrigados a assim fazer, pois se melhorará a transparência, a seriedade e a confiança. Mas vejam lá qual a importância que os media deram a este facto? Pouca ou nenhuma, pois estudos diários de 250 telefonemas, só para telefone fixo, eleva muito mais o debate, defende os princípios de imparcialidade e neutralidade e reforça a democracia. Poupem-me...

Para mim não há dúvidas o PS irá vencer as eleições e assim ficará, a 4 de Outubro, totalmente a descoberto a dita emboscada.

Pena é que os mais de 400 mil portugueses que este governo "expulsou" do País de há quatro anos a esta parte, cerca 12,5% do total de votantes, não possa lá votar (porque o governo nada fez para lhes criar essa possibilidade) e não tenham vida nem recursos para poderem vir cá votar e expulsar de vez quem tanto os maltratou.

Na verdade Pedro e Paulo esfregam agora, pela segunda vez consecutiva, a barriga de contentamento: por um lado, para que a taxa de desemprego não continuasse a disparar, expulsaram-nos, agora, por outro lado, felizes ficam porque esses portugueses se encontrarem impedidos de poder votar. E estes portugueses votariam em quem? No governo não era certamente.

Disto ninguém fala, mas na verdade, nós temos a obrigação de todos mobilizar para que possamos ser a voz de todos esses portugueses.

Já agora: onde está o programa eleitoral da coligação PSD/PP? Pois... Não há. O que temos de quem nos desgovernou são quatro anos de falhanços atrás de falhanços, além de cortes injustificados, privatizações ruinosas feitas à medida dos interesses, insensibilidade social em relação aos idosos e às famílias mais necessitadas, ruína no serviço nacional de saúde, destruição da escola pública, uma dívida pública que aumentou mais nos últimos quatro anos do que em sete anos de governos PS, um défice igual ao de 2011 (quando nos encontrávamos no centro do furacão da crise internacional) e mentiras, muitas e repetidas mentiras. 

É por tudo isto que no próximo domingo é impreterível que a democracia vença, que António Costa seja o próximo Primeiro-ministro de Portugal, para que se respire de novo confiança e esperança e para que assim seja, também,  reposto o nosso Estado de Direito Democrático.

 

Partilhar este artigo

Submit to FacebookSubmit to Google PlusSubmit to TwitterSubmit to LinkedIn

Eduardo Cabral

Até que enfim! O desagrado político que se viveu ...

Joaquim Pimentel

Há muito, muito tempo que uma esmagadora maioria ...

Mário Branquinho

O governo que não fez nada no Distrito da Guarda ...

Manuel Miranda

A Convenção da ONU para a Deficiência E os ...

André Figueiredo

Atendendo ao que se tem visto temos que estar à ...

Estrela da Beira

Chegou o frio porém nós temos Música. Música essa ...