Alguns anos após o 25 de Abril, mais precisamente quando aquela casta de políticos que serviram Portugal e os portugueses com verdadeiro espirito de missão, no Governo ou no Parlamento – a Casa da Democracia – colocando os interesses do país e do povo acima de quaisquer outros, acabou e deu lugar a outro tipo de gente, movida na sua esmagadora maioria por interesses pessoais e partidários, chegou a Portugal a dança do “tacho” que passou a ser a única razão da corrida e preocupação dos políticos. Não é difícil chegar a esta conclusão. Basta lembrar o que se passou com António José Seguro e as razões que levaram ao bater com a porta duma maneira clara e definitiva. Mas mais: ninguém precisaria de saber que este ano vai haver eleições para o Parlamento Europeu, eleições regionais e legislativas. O corre, corre de António Costa, e dos seus ministros e o anúncio de grandes investimentos, a curto, médio e longo prazo, são a demonstração inquestionável que o país vai passar durante o corrente ano, por vários atos eleitorais. O que é, afinal, a dança do “tacho”? Uma dança que tem como pano de fundo as eleições e como objetivo, o “tacho”, quer através da eleição para o Parlamento Europeu, Assembleia da República o Parlamento ou até para o governo. Brade-se com o despudor de socialistas e social-democratas! Unem-se para procurar tramar o Ministério Público, através da nomeação para o Conselho Superior do Ministério Público, por parte do Parlamento, um número superior ao dos próprios magistrados. Ao que isto chegou! 

Que confiança podem ter os eleitores na esmagadora maioria dos seus políticos? O que eles simplesmente querem são os “tachos” e são estes a única razão que os faz correr. 

Tudo isto está bem de ver! Basta olhar para os nomes dos candidatos às diferentes eleições. Tudo ou quase tudo na mesma. Continua a privilegiar-se amigos, o interesse pessoal e o partidário. O país que aguente e os portugueses que se “lixem”! Onde está a honestidade intelectual desta gente? Já parece o tempo de Salazar e Tomás em que os políticos se procuravam eternizar nos lugares. É o eleitoralismo na sua forma mais ousada! É a dança do “tacho” na sua mais recente e refinada edição!