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Breves

Quem tiver chegado há poucos dias ao nosso país ver-se-á assaltado por uma enorme dúvida em relação a todo o processo do BES/GES/BESA, podendo até ser levado a pensar que os Espírito Santo, nomeadamente o Dr. Ricardo Salgado não terão nada a ver com o colapso financeiro do grupo.

E se tiver oportunidade para escutar aquele ex-banqueiro na Comissão Parlamentar de Inquérito, rapidamente concluirá que o maior e talvez o único culpado por tudo quanto aconteceu, foi nem mais nem menos do que o Dr. Carlos Costa, governador do Banco de Portugal.

Toda esta odisseia obriga-nos a concluir que Portugal é mesmo o país do “faz de conta”.

Quase ninguém é responsável por nada e os milhares de milhões que foram levados de Portugal, fruto de atos ilícitos e criminosos ou estão em Angola à guarda de um qualquer segurança de sanzala ou foram carregados por um ovni extra-terrestre que pousou repentinamente no Freeport ou no Monte Branco com as faces completamente ocultas.

Infelizmente o nosso país com a população cansada de farsantes e “teatreiros” humoristas parece estar condenada a viver permanentemente em Carnaval com cabeçudos de rua a parecerem-se bastante com algumas figuras políticas e ex-banqueiros.

Não admira que os portugueses procurem fomentar fortemente o cultivo de bananas tendo em conta o tipo de república em que nos transformaram.

É preciso, porém, muito cuidado porque a vontade do povo pode, de repente, virar cultura intensiva de tomates e é sabido que todos esses atores não se dão com tal produto hortícola pelo receio de que produza em todos eles alguma diarreia perigosa e mal cheirosa que entupa os hospitais psiquiátricos de Évora, Lisboa e outras localidades ou tenham de requisitar aviões para os transportar com destino à Venezuela ou ao Brasil.

Vamos aguardar com total serenidade e acreditar que a Justiça cumprirá cabalmente o seu papel entregando as investigações a magistrados que não sejam tão cândidos quanto alguns pintos que preferem a leitura de livros de contos ao futebol e às viagens turísticas pelo interior autêntico.


A credibilidade de Portugal está, pois, nas mãos daqueles que até ver nos parecem sérios e competentes. Saber esperar é uma virtude.

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