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Breves

As nações do mundo andam mal governadas. Governadas por políticos sem princípios, mal preparados, corruptos. Políticos que põem à frente de tudo os seus interesses.

Políticos que fazem promessas para logo esquecerem e fazerem o contrário do que prometeram.

É a globalização da incompetência. A globalização da mediocridade. A globalização da desonestidade, da falsidade, da falta de ética.

O mundo anda num turbilhão. Populações em movimento pelas incertezas da vida.

As nações do mundo precisam de outros políticos, de outros governantes.

À Europa chegam ondas de migrantes, povos perseguidos por guerras, roubados e humilhados. 

E neste mundo de desumanidade, vemos gente que vem de longe, em condições miseráveis, em viagens de morte. E são homens, mulheres, crianças e bebés. 

E os que não fogem, ficam entregues às perseguições, às bombas, à morte.

E os que fogem fazem muitos milhares de quilómetros em transportes apinhados, por mar em barcos apinhados, a pé por caminhos desconhecidos.

E muitos não aguentam

Chegam do longínquo Paquistão, do Afeganistão, do Iraque, da Síria, da Líbia de onde políticos do mundo levam e fazem guerras. Guerras que fazem pobreza, que destroem economias.

São os negócios das armas e são os negócios do petróleo que fazem esta confusão. São os negócios das armas e são negócios do petróleo que estão por trás destes dramas, destas destruições. Desta imensa e vergonhosa desumanidade.

Guerras animadas por fanatismos religiosos.

Perseguidos, roubados e humilhados, nos limites do desespero, os povos fogem.

Ficar onde estavam não podem, porque a morte está perto, por todo o lado. Fogem da terra onde nasceram à procura de paz. Deixam tudo o que tinham. 

Mesmo pouco, era muito mais que a morte no cemitério das águas do mar Mediterrâneo. Cemitério de muitas vidas. 

E se conseguem passar o mar, não são os muros que os fazem desistir. Não são as fronteiras que os fazem parar.

Deixam suas terras contra vontade, não por capricho, mas por necessidade. 

São paquistaneses, sírios, afegãos, homens, mulheres, crianças pequenas, bebés ao colo de mães, alguns já nascidos nas longas viagens, em fuga e desespero. Viram familiares que ficaram para trás: Uns morreram nas águas do mar, outros não aguentaram. 

Fogem das guerras na Síria, no Iraque, no Afeganistão, na Líbia. Guerras levadas pelo dinheiro de armas e petróleo. 

Atiçadas por fanatismos religiosos.

São viagens de fome, de sede, de noites ao relento e sem abrigo, muitos dias sem comer, muitos dias de fome. São 16 a 18 horas por dia sempre a andar, a caminhar por rotas desconhecidas. 

Na mochila trazem pouco, muito pouco. Algumas roupas, telemóveis e algum dinheiro para pagar a traficantes da miséria humana. 

E são somas consideráveis para financiar o sonho de à Europa chegar. 

E a onda de refugiados alimenta negócios de redes de migração clandestina, gente que foge de países longínquos. Com promessas de que, em cada país por onde passem, haverá sempre um contacto que os ajudará a encontrar o caminho, ou transportes organizados. Redes que se estendem dos países de origem até à Europa, e que obrigam os refugiados a submeterem-se. 

Perseguidos, roubados e humilhados. 

Como aquele miúdo afegão, de 13 anos, a quem os pais deram dinheiro para chegar à Europa, e os pais ficaram. Ou como aquele que tem apenas algumas moedas no bolso para alimentar o filho pequeno e a mulher grávida de cinco meses.

Crianças adormecidas no chão, ou ao colo de mães com noites sem dormir, ao relento de noites frias, depois de tantos quilómetros de viagem com esforço para não ficarem para trás, em viagens que ninguém sabe como vão acabar. 

Sonham esperanças de melhor vida, de trabalho, de dignidade. Na Europa!

E a Europa assiste ao drama, desorientada, fechada e vaidosa nas recordações do seu passado de solidariedade esquecida, enredada nos seus egoísmos de nações em decadência, que nem para os seus sabe governar.

Porque também por cá corre o descontentamento, o desespero do desemprego, a escuridão do futuro. 

Também jovens portugueses fogem, porque por cá o futuro não lhes está garantido. Fogem da pobreza, do desemprego. Nos últimos 350.000 fugiram.

Porque o dinheiro da riqueza produzida não é com justiça distribuído. 

Precisamos de políticos com outra formação, longe da corrupção.

 

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