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Breves

Continuando o percurso reflexivo que iniciámos no mês anterior ao debruçar o artigo sobre os músicos e o cantar da missa, queremos este mês refletir um pouco sobre prioridades e ensaios da filarmónica. 

Na nossa região é comum os ensaios das bandas filarmónicas decorrerem às sextas-feiras e/ou sábados à noite. Este fato deve-se com a maior disponibilidade de tempo de todos os constituintes nestes períodos da semana, porém não é fácil encontrarmos em todas as bandas salas de ensaio cheias de músicos ensaio após ensaio. Porque será? Será que o músico X não necessita de tantos ensaios como o músico Y? Será que por andar na banda há mais tempo já sabe tudo o que há para saber? Ou será que porque é muito novo pode ficar em casa numa noite de maior frio? Não acreditamos que nenhuma destas questões receba, honestamente, uma resposta afirmativa.

Acreditamos sim que, como em muito na nossa vida, é uma questão de prioridade e, acima de tudo, sentido de responsabilidade. Como integrante voluntário de qualquer instituição é nosso dever zelar pelo futuro da mesma, assumindo responsabilidades quando aceitamos pertencer à mesma. Com as bandas filarmónicas é exatamente a mesma coisa. Se o músico aceita e quer integrar de livre vontade a banda filarmónica assume que irá cumprir os ensaios e festas com o maior rigor a fim de zelar pela “saúde” da sua banda. Assumir perante o grupo e fazê-lo denota um sentido de responsabilidade enorme que dá gosto ver e presenciar, principalmente, quando se tratam dos jovens de hoje. No entanto, por vezes, surgem situações desagradáveis onde o sentido de responsabilidade é colocado de lado e onde a prioridade (qualquer coisa) está acima do compromisso assumido. Será que um ensaio tem assim tão pouco valor para ser trocado por um dérbi na televisão? Será que um ensaio tem assim tão pouco valor que mereça ser constantemente colocado em segundo plano face a um jantar com terceiros? Será que um ensaio tem assim tão pouco valor que não mereça sequer a nossa presença?

Como em tudo na vida, priorizar é necessário. O dia tem 24 horas para toda a gente, saber usá-las é só para alguns. 

Estamos, porém, conscientes de que “nem sempre, nem nunca”. Num rol de cerca de 8 meses de ensaios é natural e perfeitamente compreensível que um músico possa faltar uma mão cheia de vezes porque realmente outros compromissos ou afazeres se colocaram à frente e se priorizaram. Não é admissível é que não cheguem sequer todos os dedos do corpo para contabilizar as vezes que a banda foi colocada em segundo plano. 

Vamos ajudar as filarmónicas a manterem a sua vida e o seu papel! Vamos colocá-las no lugar certo. 

 

Próximos serviços da banda:

30 de março: Procession del Entierro (Salamanca)

01 de abril: Procession del Encuentro (Salamanca)

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