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Breves

terça, 02 fevereiro 2021 00:00

Entrevista a António Augusto Costa, presidente do PSD de Seia Destaque

“...aqui estamos para dar a cara pela construção de uma candidatura forte e que dê um novo rumo ao nosso concelho.”

No passado dia 28 de novembro tiveram lugar as eleições para os órgãos de Seia do PSD. Foi eleito para presidente António Augusto Costa, advogado, militante do partido e que exerceu funções em órgãos anteriormente. O JSM entrevistou o novo presidente que nos falou no projeto que defende para o partido e criticou a governação de Filipe Camelo, considerando que “não há um modelo coerente de desenvolvimento para o concelho e a iniciativa cívica está a precisar muito de estímulos.”  

JSM: O que é que o levou a candidatar-se à liderança do PSD?

António Augusto Costa (AAC): Foi, sobretudo, o desejo de bem servir o PSD e, através dele, o concelho e, ao mesmo tempo, de tentar levar a cabo as reformas que o PSD precisa e daí construir uma alternativa mais forte do que nunca ao rumo que o executivo municipal do PS representa para o concelho.

JSM: Que projeto tem para o partido? 

AAC: O projeto que defendo tem como pedra de toque os militantes e os simpatizantes do partido e a própria população. É nosso objetivo integrá-los, mais do que nunca, na formação de projetos, particularmente ao nível de freguesias, e tentar obter a colaboração de quem já integrou o partido e se afastou ou de quem quer integrar o projeto do PSD e nunca deu esse passo. A nosso ver, se todos nos sentirmos parte da construção de algo, sentimo-nos felizes onde estamos e isso é meio caminho andado para termos um partido melhor e com mais hipóteses de sucesso. Em suma, chegar o partido à população e às bases, alargar-lhe o apoio.

JSM: Tenciona candidatar-se a Presidente da Câmara ou tem alguma proposta para outro candidato? 

AAC: Nesta altura, e porque iniciámos funções há tão pouco tempo e numa altura tão restringida pela pandemia, não podemos dar uma resposta definitiva. Estamos em reflexão e se já temos uma ideia mais ou menos definida do tipo de pessoa que se pretende, para a candidatura há diversas alternativas que ainda estamos a analisar. É um processo muito sério que vai levar o seu tempo e que não fechámos. Naturalmente que queremos encerrar isso o mais breve possível e apresentaremos publicamente o candidato e o seu lema, sendo que eu e todos os que acompanham aqui estamos para dar a cara pela construção de uma candidatura forte e que dê um novo rumo ao nosso concelho.

JSM: Sente que tem o Partido consigo? 

AAC: O mero facto de termos sido eleitos em lista única é evidente de que o partido está com a nossa candidatura. Notei muito esse apoio em particular da parte dos militantes veteranos e até dos próprios simpatizantes do partido. Sem falsa modéstia, creio que para muitos representamos um rumo de esperança, de pacificação e de construção de uma alternativa e de um partido com força renovada. Aliás, é nosso objetivo focar o partido mais do que nunca no ataque construtivo aos nossos adversários e ser o mais imparcial possível em questões internas. Temos de nos centrar no que importa e deixar para trás discussões inúteis e que não nos trazem sucesso algum.

JSM: Não acha que o facto de terem participado poucos militantes no ato eleitoral, lhe retira algum peso politico?

AAC: Para fazer uma comparação com um ato eleitoral atual, a nossa equipa tem exatamente o mesmo peso político que teve o Presidente da República eleito a 24 de janeiro. A legitimidade é a mesma, o peso e as responsabilidades são as mesmas. Temos que ter em conta que foram eleições internas disputadas em tempo de pandemia, com recolher obrigatório e lista única, circunstâncias que favorecem em extremo a abstenção, ao que se juntaram outros factos na altura que dificultaram uma mobilização adicional. Foi um bom nível de adesão com tanta condicionante. Só posso agradecer a quem se mobilizou e dizer que quem votou exerceu um direito de militante com coragem.

JSM: Qual a avaliação que faz ao mandato do atual Presidente Filipe Camelo? 

AAC: Infelizmente não posso fazer um balanço positivo. Para além da pesada herança financeira que recebeu e que continuará a pesar sobre nós durante anos, fruto de empreendimentos profundamente errados e de investimentos mal calculados, creio que a Câmara Municipal atual está em linha de continuidade com a anterior. Continua a notar-se o investimento em obras que são de retorno muito duvidoso, faltam empreendimentos que verdadeiramente desenvolvam turisticamente o concelho, que está muitíssimo desaproveitado, ainda não se rompeu a cultura de fazer e desfazer obras. Não há um modelo coerente de desenvolvimento para o concelho e a iniciativa cívica está a precisar muito de estímulos. Perderam-se e continuam a perder-se muitas oportunidades e falta de coragem para sermos ainda mais duros com o Governo quando ele nos esquece ou abandona projetos que para nós eram muito necessários. Houve algumas medidas positivas, claro, sobretudo em aspetos pontuais do combate à pandemia e num ou noutro ponto em termos ambientais, mas temos de mudar.

JSM: Acha que esta é a hora do PSD conquistar a Câmara de Seia, ao fim de tantos anos governada pelo PS?

AAC: Claro que sim, esse é o nosso objetivo. Para bem do concelho e para sucesso do PSD e de todos nós. A candidatura autárquica tem de ser um verdadeiro «agitar de consciências» e tem de se dizer à nossa população que é altura de seguir em frente e que não se deve ter medo de mudar, pelo contrário, o voto é secreto, não há ninguém para nos fiscalizar ou censurar opinião. Basta ter vontade. A Comissão Política a que presido coloca-se desde já à disposição da população para a escutar e lhe ouvir os problemas e desenhar soluções para os mesmos, seja por mail, telefone, pelas redes sociais ou presencialmente. Podem contar com a nossa abertura e vontade de trabalhar.

JSM: Admite a hipótese de diálogo com uma parte do partido que se apresentou às eleições autárquicas como independente?  

AAC: Por princípio, admito o diálogo com toda a gente, pois não estamos aqui para excluir ninguém. O resto é questão de premissas e de boa vontade de cada um para concretizar esse diálogo, sendo que são públicas muitas das posições dessa candidatura dita independente que há anos critica o PSD e cujos elementos  podemos dizer que não são do PSD hoje, por opção sua. Estamos a fazer os nossos cálculos e analisar essa possibilidade, previmos todos os resultados possíveis e a ter lugar esse diálogo, que não excluo, qualquer que seja o resultado o mesmo só pode ser uma solução e nunca um problema, daí só podem resultar boas surpresas.

JSM: Há alguma mensagem importante que queiram deixar como palavra final?

AAC: Sim. Queremos exprimir a nossa solidariedade com toda a população, os órgãos autárquicos e sobretudo os profissionais de saúde neste período difícil. É momento de lutarmos juntos contra este flagelo e o melhor que temos a fazer é seguir as melhores práticas e as regras adequadas. Mas também queremos desde já apelar à nossa população, aos nossos simpatizantes e sobretudo aos que se têm abstido em eleições autárquicas anteriores. Não tenham medo de mudar, é a vós que dirigimos o nosso projeto e para mudar o nosso concelho, só há uma alternativa, que é o PSD, pois quem ganha as eleições para Câmara Municipal é quem governa, com ou sem maioria. Não podemos continuar a perder tempo com promessas de obras que fazem falta, desde serviços públicos, como Centros de Saúde a estradas, sem concretização, nem podemos perder tempo a fazer obras sem retorno, e a população tem se sentir próxima de quem a governa. É tempo de mudar de rumo, para bem de todos nós.

 

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