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Breves

quinta, 20 maio 2021 00:00

APESAR DE AVULTADOS INVESTIMENTOS, AERÓDROMO DE SEIA  CONTINUA SEM AVIÕES Destaque

AUTARQUIA DE SEIA CONSIDERA SITUAÇÃO INCOMPREENSÍVEL

Os aviões Canadair, deslocalizados em junho de 2019 do Aeródromo de Seia para Castelo Branco, irão ficar situados nesse aeródromo da Beira Baixa durante a fase de incêndios deste ano. Esta notícia que o Jornal de Santa Marinha revela em primeira mão, não deixa de ser surpreendente, uma vez que já na altura foi bastante comentada a transferência dos aviões de Seia para Castelo Branco. Isto apesar da Câmara de Seia, no verão passado, ter feito “reparações na pista de modo a – dizia a informação do município - estarem reunidas as condições para os Canadair voltarem a ficar baseados em Seia”. 

Em face disto, a questão que se coloca é por que razão a Autoridade Nacional de Emergência de Proteção Civil (ANEPC) decidiu que estes meios aéreos fiquem em Castelo Branco, segundo consta na Diretiva Operacional do Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais (DECIR 2021), e que chegou ao conhecimento do nosso jornal. 

A mesma fonte revelou-nos que "o Observatório Independente dá o Aeródromo de Seia com localização mais eficaz do que o de Castelo Branco e que este nem acessos alcatroados tem. Além disso – revela a nossa fonte – “Foi construído um edifício de 800 mil euros, o chamado CMOS - Centro Municipal de Operações de Socorro, e pergunta-se para quê, quando outros aeródromos com um simples hangar (coisa que nem existe em Seia) são certificados para uso da aviação civil?” 

Outra situação que nos é relatada tem a ver com o facto de que antes, "no Aeródromo de Seia ficavam baseados os Canadair e um helicóptero bombardeiro médio (HEBM), este na fase Bravo e Charlie de combate a incêndios. Hoje em dia fica, simplesmente, um helicóptero ligeiro unicamente na fase Charlie. Um claro sinal da desvalorização que está a ter o aeródromo que poderá vir a ter o mesmo destino que o da Covilhã, que é o seu encerramento". 

Sobre este propósito contactámos a Câmara Municipal, cujo Presidente confirmou que estão repostas, desde o Verão do ano passado, as condições de segurança da pista do Aeródromo da serra da Estrela, através da resolução do abatimento de um pequeno troço daquela plataforma, frisando que o equipamento, com cerca 1,5 Km de extensão e uma largura média de 30 metros, foi objeto de uma ampla intervenção, através da lavagem e limpeza das juntas e posterior selagem com produto betuminoso apropriado para o efeito.

O autarca confirma que, apesar da Câmara Municipal já ter informado o Governo e a Autoridade Nacional de Emergência de Proteção Civil sobre a resolução dos impedimentos que estiveram na base da deslocalização dos meios aéreos, o ano passado,  “o Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais (DECIR) para 2021 não considerou a infraestrutura do município, mantendo as aeronaves em Castelo Branco”.

O autarca considera a decisão incompreensível, pois a pista de Seia é reconhecida por todos os especialistas em aeronáutica por possuir excelentes condições e uma localização de grande valor estratégico.

Filipe Camelo relembra mesmo que o próprio Observatório Técnico Independente da Assembleia da República sempre colocou reservas quanto à rentabilidade dos meios aéreos pesados retirados no ano passado do Aeródromo de Seia e colocados em Castelo Branco. “Numa análise sobre os meios que integram o DECIR, o Observatório refere que a colocação dos aviões Canadair no Centro de Meios Aéreos (CMA) de Castelo Branco não é a melhor opção, inclusive por razões de natureza operacional”, destaca.

 

No próximo número impresso do jornal de Santa Marinha teremos todos os desenvolvimentos deste e de outros assuntos.

 

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