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BURNOUT: Conhecer para Intervir. Simpósio que decorreu em Seia deu a conhecer esta problemática

No passado sábado, dia 18 de novembro, a BASE-FUT, o CFTL e a LOC realizaram um simpósio cujo tema foi o “Burnout: Conhecer para Intervir”, que decorreu no auditório da Casa Municipal da Cultura de Seia.

O simpósio foi moderado por Sofia Caetano (Médica Psiquiatra) e teve como oradoras Carolina Cabaços (Médica Psiquiatra) e Maria João Sousa (Médica de Medicina Geral e Familiar), que apresentaram o conceito de burnout, as suas 3 dimensões, as causas associadas a esta problemática, as consequências e a incidência das mesmas nos trabalhadores.

A primeira intervenção foi conduzida por Carolina Cabaços, onde apresentou os fatores e indicadores para a identificação do Burnout e desmistificou algumas questões do senso comum que podem dificultar o reconhecimento da presença de burnout quer nos trabalhadores quer nos estudantes.

Maria João Sousa apresentou os resultados do estudo “Burnout em Enfermeiros de Cuidados Continuados e Cuidados Paliativos”, da autoria de Sara Campos (Médica de Medicina Geral e Familiar) e da sua co-autoria, juntamente com João Coelho (enfermeiro no HNSA-Seia).

O estudo teve como objeto os enfermeiros destas Unidades e os resultados revelam que a situação dos profissionais de saúde inquiridos é alarmante, no que diz respeito ao risco de desenvolvimento de Burnout, e os sectores da saúde e social são os mais vulneráveis, devido ao trabalho direto com pessoas. Isto explica-se pelo facto das pessoas que têm a função de prestar cuidados a outras e a responsabilidade que isto acarreta, devendo os mesmos ser protegidos de situações de burnout.

Para além disto, concluiu-se que as mulheres estão mais predispostas ao risco de desenvolver este problema, isto porque, para além das responsabilidades associadas ao trabalho laboral, acarretam outras responsabilidades impostas pela carga cultural da nossa sociedade, tais como o “dever” de fazer as tarefas domésticas e cuidar da família.

Existem diversas formas de prevenir e intervir nesta problemática. Neste sentido, destaca-se a criação de departamentos que promovam o bem-estar e felicidade dos trabalhadores, como um passo importante numa missão que se quer cada vez menos geradora de situações de Burnout.

Para que este tipo de iniciativas sejam uma realidade nas organizações, “é importante perceber o enquadramento jurídico de situações de saúde mental no nosso país e deixarmo-nos inspirar por outras organizações que já têm estes departamentos em prática, cujos resultados têm tido um impacto positivo tanto nos trabalhadores, como no trabalho desenvolvido (quanto mais felizes estiverem os trabalhadores, maior será a sua produtividade).”

Com este simpósio concluiu-se que a realidade das situações de burnout nos trabalhadores é uma verdadeira ameaça para as organizações/entidades empregadoras, “uma vez que as mesmas são o elemento-chave na intervenção em situação de burnout, tanto ao nível da prevenção, como na sua identificação e intervenção.”

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