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Maratona Clube da Vila Chã com boas prestações ao nível distrital Destaque

No passado dia 13 de fevereiro realizou-se o 43º Campeonato Distrital de Corta-Mato da Associação de Atletismo da Guarda: Corta-Mato Joaquim Ricardo na Aldeia de Santo António, em Sabugal. 

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ESTÁGIO REGIONAL DE KARATÉ KPS/UKSB Destaque

Decorreu, este domingo, dia 6 de fevereiro, o Estágio Regional de Inverno da UKSB e KPS, onde mais de 260 Karatécas de todas as idades e oriundos dos Dojos da UKSB, no qual participaram Karatécas do Centro de Karaté de SEIA e o seu Núcleo de Karaté de LORIGA, os quais tiveram oportunidade de treinar com o Conselho Técnico da KPS.

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Maratona Clube da Vila Chã no Meeting Cidade de Pombal Destaque

No passado dia sábado, 5 de fevereiro realizou-se o Meeting Cidade do Pombal de Pista Coberta.

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Rafael Ramos, jogador profissional de futebol, em entrevista ao JSM Destaque

“Tudo o que hoje sou e consegui devo aos meus pais”

Tem 27 anos feitos recentemente. É natural de Santa Marinha e é futebolista profissional. Joga na Primeira Liga Portuguesa de Futebol, no Santa Clara. Chama-se Rafael Ramos e é lateral direito. O JSM aproveitou a breve estadia de Rafael Ramos na sua terra natal para falar com este jovem profissional da bola. Uma conversa bastante emocionante e emotiva.

 

Rafael Ramos joga no Santa Clara, na Primeira Liga Portuguesa de Futebol (Liga Portugal Bwin) e é profissional há cerca de sete anos. Um santamarinhense que adora a sua terra e sempre que a sua equipa joga por perto de terras serranas, não prescinde de fazer uma visita à sua família, nem de estar com os seus amigos. Visitas relâmpagos que dão uma energia extra e uma alegria enorme de poder rever e “matar saudades” de quem mais gosta. O regresso aos Açores é sempre feito com o “coração apertadinho”, mas o que conta é o que lá vai dentro: uma gratidão enorme por quem o acompanhou sempre ao longo da sua carreira e um amor incondicional pela sua família.   

A sua carreira como profissional começou no Benfica, já lá vão sete anos. “Foi neste clube que me foi dada a primeira oportunidade no futebol profissional”, disse Rafael Ramos ao JSM. Apesar de ter passado a sua adolescência no rival Sporting foi, curiosamente, o Benfica que lhe deu a oportunidade de dar o salto para este patamar profissional.

O pai deixou tudo para realizar o sonho do filho

Viveu em Santa Marinha até à sua adolescência. Era aqui que tinha os seus amigos e onde frequentava a escola. A Fundação Aurora Borges foi também, para ele a sua casa, porque foi aqui que ele passou a sua infância. “É um orgulho dizer que estive na Creche, Jardim e CATL da Fundação Aurora Borges. Passei aqui muitos anos e guardo as melhores recordações. Esta foi e é também a minha casa.”

Jogou em Vila Nova de Tazem e foi o seu treinador que decidiu entrar em contacto com o Sporting para ver qual seria a possibilidade de Rafael realizar testes neste clube lisboeta. O mail foi recebido e respondido positivamente. Rafael Ramos recorda, perfeitamente, esse dia. “Lembro-me quando o meu pai me deu a notícia. Foi das notícias mais felizes da minha vida. Tinha 9 ou 10 anos.” Um sonho que se tornou realidade para Rafael Ramos. Mas tudo se proporcionou, porque teve sempre o apoio do seu pai António Ramos. “Consegui cumprir o que mais desejava e graças ao meu pai, porque foi o primeiro a querer que eu vivesse este meu sonho e ele viveu-o sempre comigo”.   

De referir que quando surgiu a oportunidade de Rafael realizar testes na Academia do Sporting, já jogava nas camadas jovens da Fundação Laura dos Santos. O pai António Ramos relembra que eles ficaram bastante satisfeitos com o desempenho de Rafael e a partir daqui, tudo se proporcionou. O clube propôs a deslocação de mês a mês a Rafael, mas, devido à distância, o pai não ficou muito satisfeito com esta situação. Porém, a vontade de querer ver o filho a cumprir o seu sonho falou mais alto. “Deixei tudo o que tinha. Família e trabalho. Despedi-me do meu trabalho que tinha em Seia e fui para Lisboa para o acompanhar neste caminho, onde consegui um emprego. Foi uma aventura muito grande. Sofremos muito, mas quando sofremos por gosto, fazemos tudo com muito mais amor e dedicação. Não me arrependo de nada”, salienta António Ramos.

Do Sporting para o Benfica onde se tornou profissional

Passou sete anos no Sporting e, depois, deu-se o salto para o Benfica. Foi uma altura bastante complicada para Rafael e pensou mesmo que era o “fim do mundo”. Apesar da opção não ter sido dele, teve de aceitar esta decisão. “Quem estava à frente de todo o meu processo, achou, por bem, que eu não devia continuar no Sporting e tive de aceitar. Depois fui realizar testes ao Benfica. Na altura já era júnior do primeiro ano, e correu tudo muito bem. Fiz uns jogos e gostaram de mim.”

Contudo, nesse ano, uma lesão deixou-o de fora do plantel. O Benfica emprestou-o ao Real Massamá, onde esteve durante um ano. De regresso à equipa encarnada, jogou num torneio que decorreu na Holanda. “O jogo correu bem e o Benfica gostou de mim. Foi aqui que fiquei até me tornar profissional.” Ainda sem a pretensão de chegar a profissional, foi neste clube que Rafael Ramos se tornou profissional. “ Nesta altura queria era jogar e não tinha o sonho de me tornar profissional, nem sequer poderia imaginar que seria aqui. Foi um ano muito positivo para mim. Considero mesmo que foi um dos melhores anos que tive em termos de crescimento como jogador.”

Assinou seis anos pelo Benfica e não cumpriu nem um, porque foi jogar para outros clubes.  

 

A saída de Portugal para os Estados Unidos

Apesar de ter assinado contrato pelo Benfica e ter sido aqui que se tornou profissional, passados uns meses Rafael Ramos teve a oportunidade de voar até aos Estados Unidos, mais precisamente até à cidade de Orlando, onde começou a integrar a equipa do Orlando City. “Foi uma decisão difícil, mas acertada. Gostei imenso de ter jogado neste clube e de ter vivido aqui.” 

O salto deu-se através do contacto que o Orlando fez ao Benfica. Primeiramente, Rafael não viu este novo projeto com bons olhos. “Ia para muito longe e iria estar também longe da minha família. Para além disto, tinha acabado de assinar como profissional em Portugal. Por outro lado, vi este projeto como uma oportunidade.”

Depois de ter recebido o apoio dos pais e do seu empresário para seguir em frente nesta nova etapa, Rafael Ramos acabou por ir até aos Estados Unidos. “Foi uma experiência única e no primeiro ano que lá estive, correu tudo muito bem e, a partir daqui foi sempre a subir”, salienta o atleta.

Mesmo longe, o pai acompanhou-o nesta jornada e rumou até ao Orlando várias vezes. “Tive o prazer de lá ir e conhecer este clube fantástico. Acolheram o meu filho com um carinho muito grande e especial. Depois havia um jogador que foi considerado o melhor do mundo pela FIFA em 2007 que foi o Kaká, uma das melhores pessoas que conheci”, refere o pai António Ramos.

Um sonho partilhado pelos dois (pai e filho), já que Rafael Ramos encontrou, nesta equipa, lendas que via na televisão, e jogando neste clube, pôde apresenta-las ao seu pai. 

De Orlando rumou até Chicago e depois para a Holanda    

Depois de Orlando foi a equipa de Chicago a acolhê-lo. Na altura o desejo era regressar para a Europa, mas surgiu o interesse por parte desta equipa. Houve as normais negociações e Rafael Ramos ingressou no Chicago onde esteve pouco tempo. A saída do Orlando deveu-se, em grande parte, às lesões que contraiu e às mudanças de treinador. “De facto, o último ano no Orlando não correu muito bem, mas esta equipa será sempre a minha casa.”

Daqui, deu-se o salto para a Europa. “Apareceu uma oportunidade incrível na minha carreira que foi jogar no Twente, na Holanda. Foi um prazer enorme poder regressar à Europa. Este era, de facto, um dos meus objetivos. Gostei imenso dos Estados Unidos, mas queria que este país fosse, de alguma maneira, a rampa de lançamento para poder voltar à Europa. Correu tudo como planeado e tive a sorte de representar um grande clube, com grandes estruturas e com uma base de adeptos incrível.”

Foi no Twente que Rafael teve um dos melhores anos da sua vida. A equipa ganhou o campeonato e foi promovida. Contudo, e mais uma vez, outros valores se levantaram e Rafael teve de sair. Foi nesta altura que surgiu a oportunidade de vir para Portugal.

O regresso a Portugal. Santa Clara um clube tranquilo e de grandes valores   

Neste entretanto, havia vários clubes interessados em assinar com Rafael, mas foi o Santa Clara que se chegou primeiramente à frente. “Não pensei duas vezes. O facto de poder regressar a Portugal foi fantástico. E o Santa Clara proporcionou-me isto.”

Assinou três anos com o clube açoreano e esta é a sua última época. “Foi uma oportunidade muito boa que agarrei. Regressar a Portugal foi excelente, porque sabia que iria estar muito mais perto da minha família, apesar de, mesmo assim, estar longe. Ainda tenho de viajar de avião”.

Refere que jogar num clube como o Santa Clara é “bastante tranquilo. É diferente. Não há tanta pressão como nos clubes do continente. É um clube mais humilde, mais familiar. Para além disto, a equipa técnica e os diretores têm a noção que a maior parte dos jogadores são do continente e sempre que há um jogo fora da ilha, têm uma sensibilidade muito grande e dão-nos a oportunidade de, depois do jogo, ficarmos mais um ou dois dias para estarmos com a nossa família.” Quando os jogos são pertos (Porto, Braga, Tondela), o pai António Ramos aproveita sempre estas oportunidades e não perde um jogo para ver e estar com o filho. Para Rafael, saber que o pai está na bancada é uma força extra que ganha antes do jogo. “Entrar em campo para o aquecimento e saber que ele lá está é uma alegria muito grande. Às vezes olho para todo o lado para ver se o vejo. Adoro ter o meu pai, a minha mãe e o meu irmão a assistirem aos meus jogos. Adoro tê-los ali e, no final do jogo, faço questão de ir ter com eles e dar-lhes um abraço”.

A época anterior foi histórica para o clube e culminou com a ida às competições europeias. “Para um clube recém promovido à Primeira Liga, foi inacreditável aquilo que nós fizemos.” 

Morar nos Açores “é incrível. Tem uma grande beleza natural. A ilha é bastante calma e esta condição permite-me estar focado e concentrado.” 

“O meu filho é o meu ídolo” 

Nesta conversa bastante emotiva, António Ramos fala do filho com um orgulho enorme. “O meu filho é o meu ídolo”, refere António Ramos com a voz trémula. Visivelmente emocionado ao ouvir estas palavras, Rafael Ramos não esquece de todos estes momentos. 

Mesmo longe a jogar, a família acompanha-o sempre. “Sempre tive o apoio incondicional deles, desde o primeiro dia. Sei perfeitamente o que eles têm feito por mim e digo a toda a gente que tudo o que hoje sou e consegui devo aos meus pais. O esforço que eles fizeram por mim, para chegar onde cheguei… Nunca teria sido possível se o meu pai não tivesse tido a loucura de deixar tudo para trás e ajudar-me neste meu sonho.”

Acredita que os pais fazem tudo pelos seus filhos e acredita porque, como refere “tenho o maior exemplo a meu lado”. Um amor recíproco e uma enorme partilha de sentimentos e de emoções. “Isto é o melhor que podemos ouvir e ter de um filho”, refere António Ramos.

“O meu pai é a voz obrigatória”

Sempre que há um jogo, Rafael Ramos não prescinde de ouvir a voz do pai. “Ele é a voz obrigatória” . Antes de cada jogo, há sempre um contacto telefónico para o pai. Ele dá-lhe a força, a motivação e o ânimo que precisa. No final do jogo, liga, novamente, para lhe dar o feedback de como esteve em campo. “Parece que não, mas este apoio é muito importante para mim. O apoio e o carinho que recebo do meu pai são especiais. Apesar da distância, estamos sempre perto um do outro.”

 

Curiosidades

Jogador preferido: Cristiano Ronaldo. “Admiro muito a capacidade de trabalho dele e a sua mentalidade. Ele quer sempre mais. É muito focado e por isso, não falha. É um exemplo a seguir dentro e fora de campo. É assim que eu quero ser.”

Clube onde gostaria de terminar a carreira: Orlando City. “Pela maneira como me receberam. Foi lá que eu cresci e aprendi muito enquanto jogador.”

 

 

 

 

 

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