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Falso. Seia não é…

A história resume-se facilmente. O Correio da Manhã (CM), o jornal diário nacional com maior tiragem (apct.pt, 2º trimestre), na sua edição de 29/09 e na rubrica “Sobe&Desce”, avaliou negativamente o presidente da Câmara Municipal de Seia (CMS) porque “Seia é a segunda autarquia mais endividada (a seguir a Lisboa), com um passivo financeiro de 27,3 milhões de euros”. O CM fazia uma interpretação, e consequente avaliação, com base em dados recolhidos no Anuário Financeiro dos Municípios Portugueses 2022, referente à situação dos municípios em 2021, apresentado no dia anterior numa conferência promovida pela Ordem dos Contabilistas Certificados (OCC).


Na verdade, um dos quadros (R20) do anuário em que Seia aparece logo a seguir a Lisboa refere-se à contração de empréstimos bancários e não à situação de endividamento, que também não era nem é motivo de regozijo.
Numa reação pública 2 em 1, imediatamente o PS, cujo presidente é Luciano Ribeiro, fez saber da sua indignação pela “falsidade” do CM, usando a sua página de facebook, atitude seguida pela CMS, presidida pelo mesmo Luciano Ribeiro, fazendo uso do seu direito de resposta, que o CM publicou em 05/10.


Isto não mereceria mais conversa, mas toda esta história, que mais parece uma novela, tem três falhas no guião.
Primeiro, fica a dúvida sobre o que teria motivado o CM, de entre tanta informação interessante e útil incluída no anuário, a selecionar uma referência sobre o concelho de Seia, com aquele destaque, e dela fazer uma interpretação reproduzida numa informação e avaliação que, porque incompleta e com falha de rigor, poderia originar conclusões grosseiras.


Depois, não se percebe a razão pela qual a CMS e o PS ignoram as queixas, reclamações e pedidos de esclarecimentos dos seus munícipes e eleitores sobre várias situações e problemas locais (como exemplo, entre outros possíveis, veja-se o escândalo com a execução do projeto “Porta da Estrela”), manifestadas e repetidas nas redes sociais e mesmo na imprensa local, mas reagem imediatamente, utilizando essas mesmas redes sociais, para se indignarem e responderem a um apontamento do CM.


Contrasta o excesso de zelo a esclarecer duas linhas do CM e os seus leitores com o silêncio e o desprezo que dedicam às múltiplas e fundamentadas manifestações e preocupações dos habitantes locais.


Finalmente, também faltou rigor no direito de resposta ao CM e no esclarecimento dos seus leitores, dado que é verdade que a atual gestão da CMS não tem qualquer responsabilidade na situação de endividamento de 2021 e que a ela se deve mesmo o esforço no sentido da sua redução, mas é FALSO que Luciano Ribeiro, o visado direto e identificado na nota do CM, não a tenha, ao contrário do que procura transmitir o esclarecimento, pois que fez parte do executivo anterior e com funções e responsabilidades acrescidas e de quem não lemos uma nota, mesmo que de duas linhas, de censura ou desconforto.


Os leitores do CM, aos quais o PS e a CMS dedicam tanta atenção, não sabiam nem ficaram a saber, mas nós, que vivemos cá, sabemos e sofremos com as consequências dessa gestão.


Podemos ainda concluir que, para obtermos reações e respostas por parte do PS e da CMS em tempo útil e oportuno, devemos manifestar as nossas preocupações também via CM.

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